segunda-feira, 15 de junho de 2009

Lixão - Aterro Incompleto (Controlado) - Aterro Sanitário - Você sabe a diferença?

Caros amigos e amigas, depois de tantos pedidos irei colocar no BLOG a diferença entre lixão, aterro controlado (INCOMPLETO) e o aterro sanitário. Este é um assunto importante, pois na cidade de Rio Grande foi construido um aterro sanitário mas ainda não conseguiu evoluir, ou seja não está sendo operado e assim poderemos fiscalizar onde são depositados os resíduos de nosso municipio.

Vamos ao assunto e durante a semana irei colocar dados, meus trabalhos, referente ao tema "Resíduos Sólidos".

Você sabe a diferença entre LIXÃO, ATERRO CONTROLADO (INCOMPLETO) e ATERRO SANITÁRIO ?

Um LIXÃO é uma área de disposição final de resíduos sólidos sem nenhuma preparação anterior do solo. Não tem nenhum sistema de tratamento de efluentes líquidos - o chorume (líquido preto que escorre do lixo). Este penetra pela terra levando substancias contaminantes para o solo e para o lençol freático. Moscas, pássaros e ratos convivem com o lixo livremente no lixão a céu aberto, e pior ainda, crianças, adolescentes e adultos catam comida e materiais recicláveis para vender. No lixão o lixo fica exposto sem nenhum procedimento que evite as conseqüências ambientais e sociais negativas.

Já o ATERRO INCOMPLETO ou CONTROLADO é uma fase intermediária entre o lixão e o aterro sanitário. Normalmente é uma célula adjacente ao lixão que foi remediado, ou seja, que recebeu cobertura de argila, e grama (idealmente selado com manta impermeável para proteger a pilha da água de chuva) e captação de chorume e gás. Esta célula adjacente é preparada para receber resíduos com uma impermeabilização com manta e tem uma operação que procura dar conta dos impactos negativos tais como a cobertura diária da pilha de lixo com terra ou outro material disponível como forração ou saibro. Tem também recirculação do chorume que é coletado e levado para cima da pilha de lixo, diminuindo a sua absorção pela terra ou eventuamente outro tipo de tratamento para o chorume como uma estação de tratamento para este efluente.

Mas a disposição adequada dos resíduos sólidos urbanos é o ATERRO SANITÁRIO que antes de iniciar a disposição do lixo teve o terreno preparado previamente com o nivelamento de terra e com o selamento da base com argila e mantas de PVC, esta extremamente resistente. Desta forma, com essa impermeabilização do solo, o lençol freático não será contaminado pelo chorume. Este é coletado através de drenos de PEAD, encaminhados para o poço de acumulação de onde, nos seis primeiros meses de operação é recirculado sobre a massa de lixo aterrada. Depois desses seis meses, quando a vazão e os parâmetros já são adequados para tratamento, o chorume acumulado será encaminhado para a estação de tratamento de efluentes. A operação do aterro sanitário, assim como a do aterro controlado prevê a cobertura diária do lixo, não ocorrendo a proliferação de vetores, mau cheiro e poluição visual.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Agência Ambiental Europeia exorta Governos a aumentarem a reciclagem


O Presidente da Agência Ambiental Europeia, Lord Chris Smith exortou os Governos a darem o exemplo e reduzirem a sua pegada ambiental. Os governos devem utilizar o seu poder de compra para impulsionar mercados de produtos sustentáveis e reduzirem os resíduos.
Falando na Conferência Futuresource (9 de Junho) na London Excel Arena, o Senhor Smith destacou a forma como o setor público tem o poder de conduzir a evolução do mercado anual de reciclaveis, a Inglaterra pode conduzir o gasto anual em torno de £ 150 bilhões e 40% da economia britânica.

Ele disse que o poder do governo para conduzir as tendências do mercado imobiliário é imenso e seu poder de compra poderia proporcionar os incentivos economicos necessários para geral melhorias reais para a sustentabilidade dos produtos e serviços.

Lord Smith disse que a AE já estava comprando produtos reciclados, que podem voltar a ser reciclado no final da sua vida. Todos os seus equipamentos IT são reciclados e destinam-se a fonte, pelo menos, 75% de todos os agregados utilizados em grandes obras são de fontes sustentáveis.

Ele também disse que a redução da pegada ambiental dos setores públicos são também uma questão de melhorar todos os aspectos internos de gestão ambiental, isto quer dizer que inclui a gestão responsável dos resíduos que são produzidos.

Em abril, o Serviço de Auditoria Nacional informou que muitos departamentos do Governo Britânico não possuem dados sobre os resíduos, reciclagem e consumo sustentável. Os números mostram que, em 2007/2008, o Ministério da Defesa produziu 278.000 toneladas de resíduos, enquanto que, o Departamento de Trabalho e Pensões só produziu 21.000 toneladas de resíduos.

Lord Smith disse que a contratação de fornecedores para desenvolverem serviços e produtos ao Governo não possuem ainda cláusulas nos contratos terceirizados e que isto não é uma pratica comum em toda a Whitehall - mas que AE têm conseguido com o presente um série de áreas, incluindo a aquisição de uma nova sede, e que gostaria decompartilhar as oportunidades e experiências com os outros.

Os Governos (Federal, Estadual e Municipal) e seus setores públicos (Ministérios, Secretárias Estaduais e Municipais) devem fazerem a sua parte para depois cobrarem dos setores privados, pois eles, os governos são os responsáveis pela elaboração das leis e normas.

terça-feira, 9 de junho de 2009

UM FUTURO SEM HISTÓRIAS...

Depois de usar o Mar e os Oceanos para refletir, ponderar e até usar um poema como forma de gratidão aos lindos momentos vividos junto ao mar; e passar a idéia aos leitores sobre a importância de olhar o Mar como um amigo, conselheiro, fonte de recursos naturais e de vida, resolvi colocar uma mensagem que recebi por e-mail e acredito que muitos já devem ter passado os olhos nestas imagens e até ouvido alguém falar.

Então vamos lá degustar um novo post e saborear as delicias dos Oceanos. Boa leitura.

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.

No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.

O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.

A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. ‘Como foi possível fazermos isso?’ - ‘Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo’.Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.

Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave

Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.


É duro ver coisas assim e até imaginar como pode acontecer estas coisas. Isto tudo serve que que possamos repensar nossos valores e principalmente nosso papel frente ao meio ambiente, ou o ambiente em que vivemos. Além de notarmos que com pequenos gestos podemos mudar uma triste realidade e que não somos mais um no processo, mas somos o processo.

Antes de Reciclar, reduza
(escolha produtos com menos embalegens possivel)!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Uma bela visão da crise...

Caros amigos e amigas, olhem só, as oportunidades aparecem com as crises e isto todos nós já ouvimos falar, certo? Estamos acompanhando e vivendo uma das maiores crises financeiras do mundo, ela afetou o emprego, afetou países, empresas e também afetou o meio ambiente.
Recebi esta mensagem poucos minutos atrás e achei que o melhor para mim era divulgar esta 'visão de crise' por Albert Einstein. Poderemos ler e ir 'AVANTE' ou ler e dizer que 'não é para nós'. Mas lembrem-se que nossas vidas são feitas de escolhas e 'ir avante' é uma opção para as pessoas, países e empresas que enxergam as oportunidades nas crises. Tenham uma boa leitura. Tenham uma linda semana e ótimas escolhas...


Albert Einstein e esposa Elsa

"Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado". Quem atribuí à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la"

FELIZ DIA MUNDIAL DOS OCEANOS


obs: Neste domingo apesar do frio, estive na praia.
Olhar para o mar faz mto bem... só pra relaxar vale a pena relembrar
os bons momentos na praia com meu filho.

Muitas vezes caminhamos pela praia, ouvimos o barulho do mar, e nem sequer observamos a grandeza do oceano. Mas hoje eu parei. Resolvi sentar de frente ao Mar, simplesmente observá-lo olhando nos olhos com um vento leve e salgado batendo no meu rosto. Olhar o 'mar' com calma é quase uma oração, não é para qualquer um. A água batendo nas pedras, a onda trazendo suas espumas, nos leva a reflexões sobre nossas vidas, nossos destinos, pessoas que se foram, e projetos futuros e lindas lembranças.

Não é a toa que Dorival Caymmi de tanto amar o mar, afirmava que "era doce morrer no mar". Velho mar, que me fez imaginar o quanto antiga é esta paisagem litorânea, e como que tanto efeito estufa, Deus ainda soube informar a ele - o Mar - o momento exato de parar na praia, na areia, sem avançar nas vidas, nas avenidas e nos butecos. Que sabedoria, que fantástico pensei.
O mar traz algo dentro de si que lembra a poesia, lembra a cachaça, o chimarrão, lembra o cheiro daquela esteira antiga que a gente levava para deitar na areia, se lembra? Ahhh mais lembranças... Tinha um cheiro de palha, de uma tristeza doce, de algo guardado esperando pela gente lá no fundo. Quando chegava as férias pegávamos a velha esteira e íamos para a praia. Coisa antiga... não muito tempo. Tinhámos as 'peladas de futebol', as corridas nas dunas...

O mar tem seus encantos, seus deuses, suas lendas. Estive no Rio de Janeiro e vi um mar também imenso, cheio de belezas, mulheres lindas e muitas cores, bem diferente deste mar daqui. Pela manhã abri a janela e fiz uma oração. Ah! Oração frente para o Mar é outra coisa, é olhar a beleza de um Deus amoroso, é tão doce quanto morrer dentro dele, como dizia Caymmi. Mas acredito que o Mar e as ondas (as mais belas dançarinas naturais), não foram feitas para morrer, mas para pensar e refletir. Só que, precisa parar, olhar de frente, ouvir as ondas... tomar o primeiro gole e escrever, o Mar foi feito para sonhar e escrever; enxergar a grandeza de Deus, e dizer: "é doce olhar o Mar... principalmente na praia...".
Tudo isto para dizer o quanto, o Mar Oceano é importante na minha e na tua vida...

FELIZ DIA MUNDIAL DOS OCEANOS


OBSESSÃO DO MAR OCEANO

Olá pessoal, conforme disse, hoje é o Dia Mundial dos Oceanos, compartilho uma poesia de Mário Quintana. E assim vou falando dos bons momentos dos 'oceanos', nossa vida é marcada pela água e aproveito para meditar sobre os lindos momentos que nos mares oceanos vivi a passar. Boa leitura e comemore este dia.
OBSESSÃO DO MAR OCEANO

Vou andando feliz pelas ruas sem nome...
Que vento bom sopra do Mar Oceano!
Meu amor eu nem sei como se chama,
em sei se é muito longe o Mar Oceano...
Mas há vasos cobertos de conchinhas
Sobre as mesas...
e moças na janelas
Com brincos e pulseiras de coral...
Búzios calçando portas... caravelas
Sonhando imóveis sobre velhos pianos...
Nisto,
Na vitrina do bric o teu sorriso, Antínous,
E eu me lembrei do pobre imperador Adriano,
De su'alma perdida e vaga na neblina...
Mas como sopra o vento sobre o Mar Oceano!
Se eu morresse amanhã, só deixaria, só,
Uma caixa de música
Uma bússola
Um mapa figurado
Uns poemas cheios de beleza única
De estarem inconclusos...
Mas como sopra o vento nestas ruas de outono!
E eu nem sei, eu nem sei como te chamas...
Mas nos encontramos sobre o Mar Oceano,
Quando eu também já não tiver mais nome.


Mário Quintana
O Aprendiz de Feiticeiro

domingo, 7 de junho de 2009

O que você faria com R$ 10 bilhões/ano?

O que você faria com R$ 10 bilhões/ano?
O Brasil deixa de gerar esta receita com a 'reciclagem'!
O CEMPRE – Compromisso Empresarial para a Reciclagem – inaugura no dia 9 de junho a exposição “Reciclagem – ontem, hoje e sempre” em Brasília, na Câmara dos Deputados. A mostra acontecerá durante toda a semana do Meio Ambiente, de 9 a 16/6, reunindo 30 painéis de fotos ilustrando os principais processos e agentes da reciclagem, desde seu início no Brasil até hoje.
A iniciativa tem o objetivo de chamar a atenção dos parlamentares para a importância da reciclagem inserida na Política Nacional de Resíduos Sólidos, projeto de lei que tramita no Congresso há quase 20 anos e que deverá voltar à pauta nos próximos dias, com o novo texto do relator, o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP).
O Brasil consegue reciclar 12% do total das 150 mil toneladas de lixo geradas diariamente nas cidades e municípios, incluindo materiais orgânicos (restos de alimentos e poda de jardinagem), vidro, plástico, papel, borracha e metal. Os outros 88% do lixo ainda seguem para aterros ou lixões, levando junto um potencial de 10 bilhões de reais/ano.
“É o que o país poderia ganhar com a adoção de uma política nacional capaz de estabelecer as diretrizes do reaproveitamento do lixo”, diz André Vilhena, diretor executivo do Cempre, ong que trabalha para conscientizar a sociedade sobre a importância de reduzir, reutilizar e reciclar o lixo.
Segundo Vilhena, a exposição vai chamar a atenção para a reciclagem como indústria de grande potencial econômico, e como solução para os impactos ambientais que o descarte irresponsável do lixo causa ao meio ambiente. “A Política Nacional de Resíduos Sólidos é extremamente relevante para o estabelecimento das normas gerais da destinação do lixo urbano. Uma vez aprovada, ela pode ajudar na criação de um novo mercado, de ciclos produtivos mais eficientes, na geração de mais empregos, e até mesmo na melhoria das relações de comércio do Brasil com o exterior”, diz .

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Meio ambiente: Muito se fala pouco se sabe...

Apesar de cada vez mais preocupado com a questão ambiental, podemos ver que a população ainda não é capaz de relacionar, entre si, os vários temas ligados aos impactos da ação humana sobre o meio ambiente, mantendo certa distância em relação às alterações ambientais já em curso, como aquecimento global, disposição dos resíduos sólidos e a escassez da água potável.

Recentemente uma pesquisa encomendada pelo canal MTV Brasil, “Dossiê – Universo Jovem 4”, apontou que em um ranking de 28 temas sobre assuntos de interesse pessoal, a questão ‘ecologia/meio ambiente’ apareceu na 22ª colocação onde as três primeiras posições são ocupadas por música, esporte e profissão, respectivamente

A preocupação com a ‘falta de água’, é colocada na 16ª posição e ‘escassez de alimentos’ na 24ª. Segundo a pesquisa, os temas voltados para a sustentabilidade ambiental (lixo, água, energia e crimes ambientais, por exemplo) ganharam mais destaque na mídia nacional e internacional nos últimos anos, passando a interferir na economia global e consequentemente no dia-a-dia do jovem.

Mesmo assim, as questões ambientais são tratadas e vistas de forma pontual, “sem relacionar um problema com o outro”.

“A poluição e o lixo são problemas das cidades, o desmatamento só ocorre na Amazônia ou na Mata Atlântica, e o aquecimento global é um problema internacional, que parece ainda não ter chegado ao Brasil. Alguns ainda falam como se o problema não fosse parte de sua geração, como se não fizessem parte desta ‘geração futura’”, completa o dossiê.

Esta pesquisa foi feita com 48 milhões de jovens entre 12 e 30 anos em todas as regiões do país – cerca de 9 milhões nas cidades economicamente mais ativas. O levantamento também foi realizado junto as classes A (5%), B (37%) e C (58%) com pessoas que representam 92% do IPC Índice de Potencial de Consumo no Brasil.

O relatório ressalta também que o aumento da preocupação é perceptível, sobretudo, por conta das informações cada vez mais difundidas nas escolas e mídias, no entanto, a busca por uma postura frente às questões de sustentabilidade ainda “é assumidamente pequena, superficial e, quando captada, dificilmente se transforma em ação”.

O dossiê concluiu que a conscientização do jovem é influenciada tanto pela família, quanto pela formação escolar e a qualidade da informação que consegue absorver. No entanto, independentemente do grau de conhecimento de cada entrevistado sobre o meio ambiente, quando discutida a questão, todos concluem que “a situação é bastante séria e que, daqui a alguns anos, as gerações futuras vão sofrer as conseqüências”.

Diante desse quadro, todos os lados dessa história reclamam: o Planeta que pede mais atenção e cuidados com ele; os professores que só ensinam superficialmente; os estudantes que desconhecem o assunto; a população que reclama do descaso (esquecendo-se de que ela também é culpada); o Governo que pouco ou nada faz para melhorar esse entendimento e, consequentemente, melhorar o futuro do Planeta.


quinta-feira, 4 de junho de 2009

Um oceano de histórias

Eventos no país marcaram a semana do meio ambiente e no dia 5 de junho comemoraremos o “Dia Mundial do Meio Ambiente”, vimos tantas ações verdes tomando conta de nossas atividades. Mas sem o coração AZUL, não há o VERDE.

Deixe eu explicar porque o ‘azul’ é importante. Dia 08 de junho, próxima segunda-feira, é o ‘Dia Mundial dos Oceanos’. A proximidade da data com o dia do meio ambiente não deve ser coincidência, mas o fato é que, cansados de tanta discussão sobre o meio ambiente, a gente termina deixando de lado o dia 08 – e com isso, perdemos uma grande chance de ter mais pessoas conversando sobre o mar.

Milhares podem viver sem amor, mas ninguém pode viver sem água’. Sabemos que os oceanos são o suporte da vida no planeta e que “sem o azul, não há o verde”. Temos acompanhados quase que diariamente noticias que os mares vêm sofrendo um desgaste incomparável nas últimas décadas, com poluição, sobrepesca, aquecimento global, lixo... e uma lista enorme de outros grandes problemas. Quase todos dias escuto/leio/comento/ouço um novo problema envolvendo os oceanos, talvez por viver numa cidade cercada por água, por ser portuária e por muitos anos terem a pesca como o maior produto da cidade. Mas esta ladainha é sempre a mesma. Causa tristeza e sofrimento, confesso.

Quem sabe para mudar um pouco o ritmo desse maremoto de más notícias e mostrar o quão precioso para as nossas próprias experiências de vida o mar é: convido a todos para celebrarem o dia 08/junho de uma forma bem diferente. Podem até chamarem de ‘momentos de viagem coletiva’; mas prefiro chamar de “um oceano de histórias”.

A ‘viagem’ ou ‘um oceano de histórias’ é: cada um conta em sua rede de amigos/blogs/Orkut/mails... uma história/ caso/causo/momento/evento/reflexão que teve em sua vida em que o mar esteve como cenário ou personagem, que usem de forma positiva, bem-humorada, animadora. Uma história pessoal ou seja, o oceano ‘incorporado’ ao individuo. Mas vamos fazer o seguinte: vale tudo, desde um passeio de barco que você curtiu até a primeira vez que viu o mar, um mergulho nas águas do Cassino, uma história de pescador envolvendo o mar. De uma ação para proteger uma espécie em que você tomou parte a um domingo na praia que foi inesquecível para você (aproveite o dia dos namorados). Porque acho que tão importante quanto denunciar/reclamar/choramingar pelos problemas que vemos hoje nos oceanos, é mostrar o quanto ele está perto das nossas experiências pessoais, lembrarmos do quanto ele também faz parte da nossa história de vida. Afinal, a gente cuida melhor daquilo com que nos ‘conectamos’ de alguma forma, não é mesmo? É um exercício quase terapêutico.


Vamos viver nossas histórias sobre o mar/oceano e assim refletir sobre o quanto ele é importante para nossa vida e para a vida das gerações futuras.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

MPC deve investigar a exigência em edital de ‘declaração’ de aterro sanitário em concorrência de lixo no litoral norte do RS


O Ministério Público de Contas, que atua junto ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, e o Ministério Público do Estado do RS (que recentemente prendeu empresários envolvidos no caso da “máfia do lixo” em Palmeiras das Missões e outras cidades, incluindo o litoral norte) deveriam investigar as licitações públicas que tratam da coleta de resíduos domiciliares e destinação final, onde fazem constar a exigência de apresentação de uma “declaração’ de “donos” de aterro sanitário. Denuncia enviada ao portal Máfia do Lixo diz que, edital publicado por prefeitura do litoral norte, o qual trata da coleta do lixo e/ou destino final dos resíduos sólidos urbanos, estaria exigindo da empresa licitante uma “declaração” do aterro sanitário privado, onde conste que o empreendimento pode receber o lixo da cidade. Com essa exigência contida em edital público, a empresa licitante fica “refém” do “dono” do aterro sanitário privado. O “dono” do aterro sanitário por sua vez, acaba acertando com a empresa que vai vencer a concorrência do lixo de determinado município, e não fornece a “declaração” (exigida pela prefeitura em edital) as demais empresas licitantes, ou ainda, poderá conceder as concorrentes de uma mesma concorrência uma “declaração” com preços superiores ao valor acertado com a sua “vencedora” do certame público do lixo, definindo assim o resultado ao arrepio do que consta na “Lei das Licitações”. Em São Paulo, o Tribunal de Contas do Município (TCM-SP) acabou inviabilizando a continuidade de uma concorrência pública municipal do lixo, cujo Edital exigia uma “declaração” de aterro sanitário (como pede edital do lixo gaúcho) e a seguir o tema foi parar no Ministério Público Estadual.